História da caldeiraria: Uma visita ao passado com uma visão de futuro

História da caldeiraria: Uma visita ao passado com uma visão de futuro

A História da caldeiraria é uma arte milenar que consiste em moldar metais para criar objetos úteis e decorativos. Neste artigo, vamos conhecer um pouco da história e da evolução dessa técnica, bem como as suas aplicações e desafios no mundo atual. Acompanhe-nos nessa viagem ao passado com uma visão de futuro.

A história da caldeiraria

Primeiro é importante definirmos o termo caldeiraria e o que pretendemos desenvolver neste ensaio: Caldeiraria remete a indústria de fabricação de caldeiras, que em última análise é um equipamento que aquecendo  uma quantidade de água, ela passa do estado líquido para vapor e o vapor mediante pressão é conduzido para fora da caldeira produz energia suficiente para mover uma turbina, que por sua vez transmite movimento para outros equipamentos.

Aqui é importante notar que não iremos nos detalhar nos aspectos técnicos e de engenharia de uma caldeira, este ensaio não é sobre questões de física, química ou mecânicas de um equipamento industrial, mas sim sobre os efeitos e consequências que a introdução de elementos inovadores, como a caldeira, em larga escala trouxe para a indústria em geral, e principalmente como isto afetou o modo de vida da humanidade.

História da caldeiraria: os motores

Originalmente, o chamado motor a vapor foi criado nos inícios do século XVIII e destinava-se a auxiliar na retirada da água acumulada nas minas de carvão da Grã-Bretanha. As minas de carvão inundavam com muita frequência, causando a paralização dos trabalhos dos mineiros e prejuízos aos proprietários. Já existiam bombas manuais, porém sua operação era muito ineficaz e não operavam em grandes profundidades.

Por volta de 1715 Thomas Newcomen, que era uma espécie de mecânico, aprimorou uma máquina de tirar água das minas, adicionado um motor a vapor. O motor a vapor movia um cilindro que podia chegar a 50 metros profundidade em vez dos 15 metros das bombas manuais. Essa máquina chamada de atmosférica ou máquina de Newcomen teve intenso uso nas minas de carvão do Reino Unido durante todo século XVIII. 

Aprimoramento da máquina de Newcomen

Em 1769, um matemático e engenheiro britânico, chamado James Watt, aprimorou a máquina de Newcomen, tornando-a  75% mais eficiente em seu rendimento, além disso transformou a força motriz que era baseada no eixo embolo – pistão, portanto um movimento vertical, em movimento rotativo, usando uma adaptação do mecanismo da biela – manivela. Em 1790 completou os aperfeiçoamentos de sua máquina a vapor, a qual patenteou e que recebeu o seu nome. Este invento foi fundamental para o rápido sucesso da Revolução Industrial.

A máquina a vapor de Watt foi constantemente melhorada e adaptada às mais variadas fábricas de vários segmentos industriais que foram surgindo devido a rápida e definitiva expansão da Revolução Industrial. James Watt tem seu nome imortalizado na galeria de grandes inventores e homem de ciência. Reconhecido  pela sua enorme contribuição ao desenvolvimento industrial, seu sobrenome, Watt, foi adotado como uma unidade de potência, por exemplo gerada pela corrente elétrica, em 1889 pelo Segundo Congresso da Associação Britânica para o Avanço da Ciência.

Revolução Industrial

A máquina a vapor foi o principal indutor da primeira Revolução Industrial dentro da história da caldeiraria. Ela promoveu um avanço inimaginável nos transportes, por exemplo. Até então, desde o início da humanidade, todo transporte terrestre era feito via tração humana, a pé, ou por tração animal, em geral por mulas, bois, cavalos, camelos, elefantes, entre outros.

Uma adaptação da máquina a vapor, permitiu a criação de um veículo que foi chamado de locomotiva, que como sua força permitia puxar vários carros ou vagões atrelados a ela. A criação das ferrovias trouxe não só a diminuição do tempo de deslocamento entre longas distancias, como um exponencial aumento de negócios e de comércio entre cidades e mais tarde, entre países.

Com o transporte marítimo o avanço foi ainda mais espetacular. A geração de vapor a partir de caldeiras instaladas nos novos navios, agora com cascos de ferro, tornaram a navegação muito mais segura, aumentando o tamanho dos navios e com uma velocidade muito mais rápida, pois não mais dependiam da força dos ventos.

Milhares de novas profissões foram criadas, com o advento da máquina a vapor, milhões de novos postos de trabalho foram acrescidos ao mercado, algo inimaginável para a sociedade de então. Tudo acontecia de modo rápido e diferente, novas oportunidades aconteciam todos os dias. A sociedade se transformava. O mundo começou a ficar “menor” e mais “conectado” a partir da Primeira Revolução Industrial. 

Porém, é preciso mencionar que concomitante a revolução industrial, outras duas revoluções, e bem mais sangrentas, aconteceram. Apesar da violência que suscitaram, o que queremos pontuar são os ideais por traz desses movimentos. Ideais que permitiram e impulsionaram as invenções, criações e práticas industriais descritas acima. A conjunção destas três revoluções, mudaram o modo de pensar e de viver da humanidade. Suas influências mantém-se em nossos dias.

Caldeiraria industrial: como potencializar meu negócio?

Patriotas americanos

As duas revoluções tiveram origem no seio da população, de modo, podemos dizer, espontâneo como um desejo coletivo que em dado momento desabrocha e explode em uma onda impossível de se conter. A primeira que destaco foi a revolução americana, onde a população colonial, formada de imigrantes e pioneiros se rebelou contra a metrópole controladora e opressora. A metrópole era, nada mais nada menos que o Reino Unido, possuidor do maior império colonial da história, além de um poderio militar sem comparação como nenhuma outra potência.

Porém, em meio há inúmeros combates de guerrilha, os chamados patriotas americanos, proclamaram em 1776 a independência das 13 colônias, dando origem há um novo país: os Estados Unidos da América. O regime de governo adotado foi o republicano, com uma intensa e decisiva participação da população. Com todas as imperfeições de qualquer regime político, Estados Unidos nasceram sob a égide da liberdade democrática, não só a liberdade política, mas e principalmente, a liberdade de empreender para todo e qualquer cidadão. 

Dentro da história da caldeiraria a outra revolução que devemos mencionar é a Revolução Francesa, famosa, mundialmente conhecida e divulgada. Esta, também motivada por uma iniciativa popular, os sans-culottes, em tradução livre os “sem calças”, como era pejorativamente chamada a população pobre e periférica de Paris pela aristocracia monárquica e palaciana. O resultado é bem conhecido e estudado, após uma serie de revoltas, idas e vindas políticas, em 1789, a milenar monarquia francesa foi deposta e, após algum tempo, a família real foi presa e decapitada. 

O Iluminismo

Mas porque essas revoltas que ocorreram no final do século XVIII tem tanta importância e principalmente o que elas têm em comum? A importância na história da humanidade e em especial para a História Ocidental dessas revoluções, é incontestável. Apenas para citar um fato: elas influenciaram e impulsionaram a libertação das colônias existentes no Continente Americano que pertenciam aos Regimes Monárquicos da Espanha e Portugal. Essas revoluções têm por base uma forma de pensamento chamado de Iluminismo.

O Iluminismo foi, uma escola de pensamento filosófico que impulsionou uma atitude geral para além do pensamento, também para a ação, para o fazer concreto.  Os iluministas tinham claro que o ser humano possui a condição, cognitiva e efetiva de tornar o mundo em um lugar melhor para se viver. Isto significava um pensamento livre das doutrinas e dogmas que sempre eram repetidos.

Não há a verdade absoluta. Os iluministas pregavam a educação universal, a liberdade de pensamento, de empreender e o  livre exercício das capacidades humanas e seu engajamento político-social. Esta foi a verdadeira revolução empreendida por muitos pensadores de várias nacionalidades europeias. Os  fatos históricos, as três revoluções citadas acima, foram as principais consequências concretas desta nova forma de pensar. Porém em, pelo menos uma situação, o pensamento iluminista não se aprofundou: o engajamento político-social.

É fato que em muitos lugares, um dos frutos da Revolução Industrial foi o acesso para a grande maioria da população, da escola pública. Até pela necessidade de mão de obra mais qualificada, os governantes esclarecidos incentivaram os estudos básicos e profissionalizantes de seus governados, o que lhes asseguravam uma maior competitividade no futuro.

Mas, em termos de qualidade de vida, mesmo nos países mais avançados, muitas e muitas lutas tiveram que ocorrem para que o nível fosse melhorado. Os operários, no início do mundo industrial, trabalhavam por salários baixíssimos. Não tinham nenhuma segurança social, não tinham férias, ou mesmo direito a uma alimentação digna. A grande maioria das fábricas eram insalubres. Não se respeitava o trabalho infantil ou das mulheres.

O regime capitalista para o trabalho era, em certas comparações, apenas um pouco melhor que a escravidão submetida aos africanos. Apenas com o passar dos anos, e após muitas lutas e mortes de operários e patrões, um programa de bem estar social foi se perpetuando, inclusive em termos de diminuição das diferenças salariais. Infelizmente este estado de bem estar social ainda não alcançamos na sociedade brasileira. Basta ver a enorme diferença dos indicadores sociais entre o Brasil e os países desenvolvidos tanto econômica  como socialmente.  

Podemos colocar que a partir desta nova forma de pensar dentro da história da caldeiraria e as efetivas ações e determinações governamentais de alguns países, associado a um liberalismo econômico, o desenvolvimento e progresso, passaram a ser mais fortes e intensos em determinados países e pequenos ou mesmo nulos, em outros. Para o empreendedor é fato, que a maior ausência de controle é o ideal. As restrições sempre significam amarras e um peso a mais para carregar.

Esta liberdade de empreender, fez com que a revolução industrial fosse muito mais intensa, ampla e marcante em países como os Estados Unidos, Grã- Bretanha, Bélgica e parte do que mais tarde seria a Alemanha. Por outro lado se desenvolveu, muito pouco ou nada em países com falta de liberdade política, econômica e social, como por exemplo, a América Latina.

E até hoje temos a separação de países desenvolvidos (alta renda per capita, alto IDH, combate à corrupção, democracia, liberdade de imprensa, liberdade de pensamento, comércio intenso e livre, liberdade para empreender) e países em desenvolvimento, um eufemismo para subdesenvolvimento. Está claro que não basta ter recursos financeiros e boas ideias empreendedoras para assegurar o crescimento econômico e social, é preciso um ambiente político, social, econômico, livre e democrático, com a menor desigualdade possível. 

Aspectos negativos da Revolução Industrial

Os aspectos negativos da Revolução Industrial e forte advento do capitalismo como grande financiador desta nova forma de vida em sociedade foi o aumento constante da desigualdade social, primeiro entre as sociedades dos países pioneiros em empreender as revoluções industriais e em, larga escala, entre as nações.

O mundo entrou em uma nova forma de colonialismo: o colonialismo econômico. Países industrializados estavam no topo da escala econômica  e países produtores de matéria-prima na base. Países produtores de produtos de tecnologia com valor agregado, gerando renda e bem estar para sua população, e países produtores de comodities com baixo valor agregado, com baixa renda per capita e aumento da pobreza.

Países que dominam e exportam tecnologia e ciência, contra os países importadores de tecnologia e portanto dependentes. Poucos países do centro econômico global e uma enorme maioria de países periféricos, a reboque das decisões importantes para sua população. Isto poderia ser diferente? Até agora isso não se vê. 

A Segunda Revolução Industrial, a popularização da eletricidade; a Terceira: a informática e automação e a Quarta: a conexão do mundo digital  com o mundo físico e com o mundo biológico, apenas fez aumentar aquela diferença. Apenas como um pequeno exemplo: enquanto temos nos países desenvolvidos a evolução das chamadas cidades inteligentes, totalmente conectas e controladas por sistemas computadorizados, no Brasil 15% da população ainda não tem acesso a água encanada e 50% não tem acesso a rede de esgoto. 

Dentro deste contexto da História da caldeiraria qual seria nosso olhar para o futuro de nossa sociedade? Efetivamente o Brasil, no mundo, é um dos 10 países como os maiores índices de desigualdade. Como reduzi-la, como minorar esta situação? O primeiro pensamento, provavelmente, é que isso é coisa para os governantes.

Sem dúvida, o governo pode e deve contribuir muito para a redução da desigualdade, porém as empresas também podem fazer muito, e em gral, com mais eficácia. Não creio que a ênfase deva estar na busca de uma inovação tecnológica. Pois se a máquina a vapor de James Watt, demorou décadas para chegar ao Brasil, hoje praticamente todos os avanços da ciência estão ao dispor de todos instantaneamente, creio que a ênfase deve estar em uma economia humanizada, onde o fator focal deve ser o ser humano. A chave para o sucesso não está fundamentalmente na tecnologia, como tem acontecido nos últimos 250 anos, mas no desenvolvimento, comportamento e relacionamento humano. 

História da caldeiraria: A chegada ao Futuro

Sem dúvida os avanços e melhorias para a humanidade proporcionados pela tecnológica foram espetaculares em todos os sentidos materiais: moradia, alimentação, medicina, educação, conhecimento, conforto e lazer. Mas não são para todos, e sim para poucos. E o custo social está cobrando seu preço. A Terra dá claros sinais de esgotamento. Temos que ter um cuidado com a ecologia, isso é dever de todos os cidadãos e de todas as empresas.

Reciclar é uma obrigação, usar água de reuso é uma necessidade, não consumir alimentos produzidos em áreas devastadas, não é apenas um exemplo, mas uma nova mentalidade. O planeta Terra é nossa casa comum, a poluição atmosférica não obedece fronteiras, assim como as calamidades naturais, acontecem com maior frequência e em qualquer lugar. Nenhum país pode se considerar seguro, ninguém pode se considerar seguro. 

As empresas também podem colaborar com o aumento da escolaridade de seus funcionários, além de um programa de atendimento a alguma comunidade carente. Cursos ou palestras sobre a economia doméstica, cuidados alimentares por faixa etária, pensar no ser humano integralmente, saúde física, financeira, mental e psicológica fará uma enorme diferença para muita gente.

Enfim, penso que a chave do sucesso em futuro próximo para as empresas estará baseada na agenda ESG – em português: meio ambiente; social e governança corporativa, com a efetiva participação igualitária de todos os envolvidos. Que uma era de luz, com os iluministas do século XXI, chegue rapidamente para que a humanidade não caminhe para as trevas. 

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